Conscientização da juventude brasileira acerca de seus direitos políticos e a importância do voto.
Por Andréa Aguiar, Presidente da Associação para Jovens Tô Ligado.
Estamos nos aproximando de mais um pleito eleitoral. Em outubro os brasileiros comparecerão às urnas para escolherem os seus representantes aos governos municipais e às câmaras de vereadores de todo o País.
Todos nós sabemos, que “todo poder emana do povo”, especialmente, num Estado democrático de direito como o nosso.
Por essa razão, e como regra básica do exercício da democracia e da cidadania, a Constituição Federal estabeleceu que todos os brasileiros, de acordo com as disposições constitucionais e legais, devem votar, a fim de escolherem seus representantes, como forma de participarem ativamente do processo de tomada de decisões acerca dos destinos da Nação.
Seguindo essa ordem de idéias, a Constituição Federal atribuiu aos jovens entre 16 a 18 anos de idade, o direito de participarem, deste importante evento que é, justamente, o de exercerem os seus direitos de cidadãos. Se o direito de voto representa a arma mais poderosa exercida pelo povo na luta pelos seus direitos, principalmente o de “liberdade”, fica fácil demonstrar a importância do voto da juventude e para a juventude, mesmo porque faz parte do mundo dos jovens esse espírito e desejo de liberdade..
É através do voto que o jovem poderá participar ativamente do cenário político de seu país, manifestando suas idéias, fazendo-se ouvir, exigindo a plena satisfação de seus direitos, contribuindo para o pleno desenvolvimento da nação e, principalmente, assegurando o seu direito ao exercício da democracia.
Os jovens, geralmente, têm a aspiração e a força para lutarem por seus desejos, por seus sonhos, por suas aspirações. Muitos têm plena consciência de seu papel, individualmente e no contexto social. O problema é que infelizmente, falta a muitos jovens a compreensão exata do poder que têm em suas mãos, através do direito de votar. E é importante sempre lembrar que através do voto, tudo é possível, desde a melhoria das condições de ensino, dos programas sociais, da cultura, do lazer, da segurança, do emprego, enfim de todos os assuntos importantes para uma nação.
Por isso, o voto mostra-se como o único instrumento eficiente e capaz de transformar estes desejos e aspirações em agradáveis realidades.
Não podemos esquecer que “com grandes poderes, surgem grandes responsabilidades”. Assim, sendo, que a ordem natural das coisas é que o direito de voto tem como principal responsabilidade uma profunda e árdua reflexão, uma vez que, por meio do voto, estaremos influenciando na estrutura do governo de nosso país, e na vida de cada um de nós. È importante e sem não dizer essencial que cada cidadão brasileiro mais esclarecido ajude a combater a alienação política, não só entre os cidadãos maiores de 18 anos, mas principalmente entre os menores de 18 anos, digamos a juventude, pois o jovem por sua vez, geralmente adota a mesma postura de alienação política, pois é o reflexo de seus familiares, pais e professores. Esse é um dos maiores e mais graves problemas do Brasil.
Como já alertava o poeta e dramaturgo Bertold Brecht, o analfabeto político é aquele, que simplesmente ignora a política. Para ele, a política é “um saco” e nenhum candidato presta, já que são todos iguais. Daí, muitas vezes acaba anulando seu voto. Mal sabe ele que esse tipo de postura só favorece o político corrupto, que acaba se mantendo no poder.
Não se pode tirar toda a razão dessas pessoas, dada o desânimo causado pelos políticos brasileiros, mas a mudança só será possível se esse tipo de atitude mudar.
A importância disso é de que, em um país de jovens politizados, o futuro é promissor, pois aqueles que hoje apenas observam e estão iniciando sua participação política, provavelmente já saberão como agir no futuro, procurando evitar erros e encaminhar seu país para uma melhor condição.
“A argila fundamental de nossa obra é a juventude. Nela depositamos todas as nossas esperanças e a preparamos para receber idéias para moldar nosso futuro.”
Ernesto Che Guevara – Revolucionário
O jovem é o futuro do país, e como tal, deve estar LIGADO para o que acontece na política e na sociedade que o envolve. Claro que, em um país em que parte dos cidadãos não tem nem o que comer, esse processo é mais difícil e demorado, mas para aqueles que tem acesso à informação e a cultura, o engajamento é fundamental, para que todos os jovens sigam essa postura.
Taxar a juventude atual de alienada, é preconceito. Mas, fora o cidadão alienado, para os jovens que realmente se importam com os rumos do país, cabe o exemplo do que ocorre no Chile. Lá, bem próximo ao Brasil, uma legião de estudantes secundaristas levantou-se em prol de suas reivindicações, que se referiam a transporte livre, modificações no critério de avaliação universitária, revisão da lei educacional. Passeatas, protestos e ocupações escolares por meio de uma integração grandiosa, pararam o país. Conscientização pura.
O Brasil não precisa de uma legião de revolucionários incandescidos, mas de uma juventude consciente de seus deveres e de seu poder, como a chilena, pois, apesar do que muitos pensam, os jovens podem e devem mudar esse país.
Para solicitar o título eleitoral pela internet, basta acessar a página do Tribunal Superior Eleitoral (www.tse.gov.br) e clicar em Título NET, depois buscar no cartório da cidade.
Segue abaixo o link:
http://www.tse.jus.br/eleitor/pre-atendimento-eleitoral-titulo-net
http://www.tse.jus.br/eleitor/pre-atendimento-eleitoral-titulo-net/perguntas-frequentes-titulo-net/?searchterm=titulo%20net
Não podemos aguardar que os tempos se modifiquem e nós nos modifiquemos junto, por uma revolução que chegue e nos leve em sua marcha. Nós mesmos somos o futuro. Nós somos a revolução. (Beatrice Bruteau)
A conscientização sobre o que representa nosso voto é algo muito importante. E principalmente passar os valores de solidariedade, cidadania, participação e coletividade para os jovens é algo que em muito ajudará para que nossa sociedade possa evoluir nos seus valores e, pouco a pouco, sair do individualismo em que se encontra mergulhada. Que os jovens possam levar para suas vidas a ideia de que o pouco vira muito se todos colaboram.